Alexandre Vargas responde

Como foi seu primeiro contato com a guitarra baiana?

alexandre-vargasEm casa, meu pai, Jaime Siles Vargas, me “enchia” de som ao por na vitrola discos em vinil que marcaram minha vida. Óperas como “As Bodas de Fígaro” (Mozart); composições como “O Carnaval dos Animais” (Camile Saint-Saens); musica cantada e instrumental de origem boliviana; discos de grupos e cantores como Originais do Samba,Trio Elétrico Dodô & Osmar, Maria Betânia, Gal Costa, dentre outros.

Viajamos durante as férias para a casa de minha avó, Celestina dos Santos, na cidade de Barreiras. Um vilarejo de pescadores próximo ao Recife, em Pernambuco, que ficava bem animado durante o carnaval. Lá, pela primeira vez, tive contato com uma orquestra de frevo pernambucana. A partir de então, passei a escutar mais intensamente o disco “Trio Elétrico Dodô & Osmar – Jubileu de Prata” (1976). Neste disco de frevos com musicas cantadas e instrumentais, a guitarra baiana tocava melodias contagiantes.

Eu não sabia oque era guitarra baiana e, sendo assim, comecei a querer um cavaquinho por ser pequeno ighal ao instrumento que eu via na capa do disco do Trio Elétrico. O tempo passou e me tornei guitarrista.

Um certo dia no ano de 1994, um amigo me ligou a perguntar se eu queria comprar uma guitarra baiana “Del Vechio”. Fui até a casa dele e comprei. Ela era amarela e tinha quatro cordas. Linda! Tinha um captador adaptado e desafinava bastante. Mas, para mim, era “um paraiso”!

A partir dai, foi só descobrir as notas musicais no braço do instrumento e reproduzir as músicas que estavam em minha mente. Recuperei o disco “Jubileu de Prata” e passei a tocá-lo diariamente até aprender as escalas e melodias.

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